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Rio sem dengue também no futebol

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio ganhou um importante parceiro nas ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, o Vasco da Gama. Neste domingo (3), o time entrará em campo para o jogo contra a Portuguesa, pelo Campeonato Carioca, no estádio São Januário, com uma camisa especial, com a faixa da campanha Rio Sem Dengue. A parceria tem como objetivo dar visibilidade às ações desenvolvidas pela SMS e promover a adesão popular às medidas de combate ao mosquito transmissor da doença.

O combate à dengue deve ser um pacto social em que toda a sociedade se envolva; cada cidadão pode fazer a sua parte para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Quando necessário, a população pode fazer pedidos de vistoria ou denunciar possíveis focos do mosquito pela Central de Atendimento da Prefeitura, no telefone 1746.

As principais recomendações para a população são evitar água parada em suas casas em recipientes como vasos de planta, pneus velhos, tonéis d’água, piscinas, garrafas e vasilhames, entre outros; limpar periodicamente locais como lixeiras, ralos, bebedouros de animais e outros objetos que possam acumular água; não despejar lixo irregularmente em terrenos baldios e outros locais inadequados.

Em caso de sintomas como dor de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações; febre alta; mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo é preciso procurar atendimento médico o mais breve possível. Em toda a cidade são 238 unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde). E, para aumentar a capacidade de assistência e diminuir a pressão na rede, a SMS implantou também 11 polos de atendimento exclusivo para dengue, que estão em funcionamento nos bairros de Curicica, Campo Grande, Santa Cruz, Del Castilho, Bangu, Madureira, Complexo do Alemão, Botafogo, Tijuca, Benfica e Ilha do Governador.

Ações de prevenção e controle do mosquito transmissor

Neste último sábado (2), a SMS promoveu o dia D de ações contra a dengue, com atividades especiais de mobilização em todas as regiões da cidade. Foram realizadas inspeções de vigilância ambiental para prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti nos territórios e distribuição de material informativo e orientações. Além da busca ativa por crianças de 10 e 11 anos para vacinação contra a dengue.

As ações de prevenção e controle vetorial, que são efetuadas pelos chamados no 1746 são estratégicas e, por essa razão, acontecem ao longo do ano e são intensificadas no verão, quando as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito. Até o dia 24 de fevereiro de 2024, foram visitados 1.233.488 imóveis para prevenção e controle do Aedes aegypti e 262.009 recipientes que poderiam servir de criadouros de mosquitos foram tratados ou eliminados.

Campanha de vacinação para crianças e adolescentes

A vacinação contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 e 11 anos em todas as 238 unidades de Atenção Primária da cidade, além do Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, que funciona todos os dias, das 8h às 22h; e o Super Centro Carioca de Vacinação, unidade Campo Grande, localizado no ParkShoppingCampoGrande, que também funciona diariamente, de acordo com o horário de funcionamento do centro comercial.

A campanha, orientada pelo Ministério da Saúde, prevê a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A expectativa é vacinar as 354 mil crianças e adolescentes dessa faixa etária residentes da cidade do Rio, inclusive aquelas que já tiveram dengue. As exceções são gestantes, lactantes, pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida — como terapias imunossupressoras, infecção por HIV sintomática ou evidência de função imunológica comprometida — e pessoas com hipersensibilidade aos componentes da vacina. Quem teve quadro recente de dengue deve aguardar seis meses desde o início dos sintomas para receber o imunizante, e quem tem sintomas da doença (como febre e dor no corpo) deve buscar atendimento médico e avaliar a possibilidade da vacinação.

Para receber a vacina, o menor de idade deve estar acompanhado de um responsável e apresentar carteira de identidade ou certidão de nascimento. O esquema vacinal é de duas doses, com um intervalo de três meses entre elas. A faixa etária da campanha foi selecionada pelo Ministério da Saúde por apresentar maior risco de hospitalização pela doença.

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